Muitas vezes é possível olhar para um bebê nessa faze e dizer: Que vida boa. Essa certa inveja ocorre pelas longas e repetidas horas de sono. O descanso é uma das tarefas principais aos três meses de idade. Evidentemente, nem todos tem esse mesmo comportamento. Alguns são ativos e irrequietos, mas isso não deve ser motivo de preocupação. O relógio biológico de cada bebê tem um ritmo próprio que se encaixa na rotina familiar. Alternando em horários os bebês alternam períodos de um sono muito leve com períodos de sono bem mais profundo. Esses cochilos breves são frequentemente interrompidos e reiniciados de modo até repentino. Existem bebês que, nesta fase chegam a dormir até 18 horas por dia, e outros somente 11 horas.
Conforme o passar dos meses o sono do bebê sofre duas alterações fundamentais. A duração e qualidade evoluem de modo progressivo. Nas primeiras semanas de vida o sono profundo os leves ocorre em momentos que podem não ter a coerência diurna. Alguns bebês passam o dia inteiro dormindo e quando chega a noite, não vão além de breves cochilos. Esse sintoma se dá pela alternância irregular comum a essa fase. Essa instabilidade tende a ser diminuída pouco a pouco.
Com o passar dos meses, além da duração, muda também a qualidade do sono. Nas primeiras semanas de vida, o sono profundo, a soneca e os momentos despertos se alteram irregularmente, porém, na medida em que o bebê cresce, estas fases começam a ser mais distintas. Em geral, os bebês tendem a se acostumar com os ritmos dos adultos, por isso estabelecer uma rotina pode ser fundamental para facilitar o trabalho com o bebê. Caso ocorra certa insistência pelo hábito de ficar acordado durante toda a noite e madrugada, cabem algumas dicas que devem ser seguidas com a base de estímulos mais intensos durante o dia seguidos pela redução paulatina, até a chegada da noite. Mantenha o bebê em um ambiente bem iluminado durante o dia e mais escuro à noite para que ele possa habituar-se às diferenças. À noite, escolha pijamas confortáveis e de acordo com a temperatura. Também é importante deixar os movimentos livres para transpiração. Evite cobrir com exagero porque os recém nascidos são muito menos friorentos do que imaginamos. Por esse fato, esse excesso pode levar ao choro e inquietação por calor.
Por volta do terceiro ou quarto mês, ele fará uma descoberta incrível: as próprias mãos. É como um ato de reconhecer que já pode atuar no. Os bebês passam muito tempo dedicando atenção às próprias mãos. A partir desse controle o bebê já percebe que pode manipular e segurar com força controlada pela próprio desejo, estimulado por qualquer coisa que atrais. As mãos se tornam assim um instrumento dedicado a explorar o mundo e o próprio detentor dessa articulação. Pelo tato será reconhecido o próprio rosto e corpo como um grande divertimento motivado pela descoberta. Além desse contato de reconhecimento, as mãos também são fontes de prazer para o bebê: será muito comum colocá-las na boca ou chupar os dedos.
Nessa fase é muito comum aquelas brincadeiras que tem recompensa nos largos sorrisos que orgulham todas as mães e pais. Esse tipo de reação se trata de um relacionamento primário de estímulos que, embora não tenha compreensão por parte do bebê, gera uma diferenciação fundamental entre respostas positivas e negativas. Algo que é de agrado tende a ser repetido e essa resposta já pode estabelecer imposições ou flexibilidades dos desejos. Evidentemente, isso não ocorre apenas com o sorriso. Caso os pais sejam muito preocupados em preservar um silêncio absoluto para o sono tranqüilo da criança, qualquer ruído provocará o despertar. Por outro lado, se a rotina da casa for mantida com todos os barulhos naturais, a tolerância do bebê também tende a aumentar.
Esse relacionamento já estabelece condições de limite e de relacionamento que podem ser inicialmente pouco significativos, mas que ao longo do tempo amplia os resultantes em uma escala praticamente geométrica.
Por enquanto, nesta fase, as respostas ainda são mais automáticas, por isso tanto o sorriso como as ações conscientes devem ser aguardadas, porém isso não impede de estabelecer um vínculo de relacionamento favorável.
Em geral, por volta do terceiro mês de vida, o bebê começa a entender os instrumentos de que dispõe para se "fazer entender": aprendeu que se gritar por fome ou porque se sente sujo, alguém virá rapidamente.
Outro aspecto importante é perceber que, neste período, o bebê freqüentemente sorri também por imitação. Esse relacionamento estimula as verdadeiras demonstrações de alegria que no futuro resultarão em um comportamento mais solto e extrovertido.